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terça-feira, 24 de março de 2009

just a fest, março de 2009

(kraftwerk, by silvio tanaka)
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(los hermanos, by silvio tanaka)
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(radiohead, by sérgio carvalho)
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preguiça imensa de falar sobre o show do radiohead, mas vamos resumir. agora que passou a euforia de alguém que nem sabia se voltaria vivo da apresentação (tão grande era minha ansiedade), posso dizer, correndo o risco de mudar de idéia antes mesmo de finalizar o post, que o show não foi assim tão bom pra mim. ok, o radiohead continua sendo a melhor banda contemporânea do mundo, mas não sei, faltou alguma coisa. pra quê tocar o in rainbows inteiro (o disco mais recente, de 2007) se as músicas que fizeram da banda o que ela é hoje, são as de pablo honey (1993), the bends (1995), ok computer (1997), kid a (2000), amnesiac (2001) e hail to the thief (2003)?
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soma-se a isso o fato de in rainbows ser o disco que menos gosto e pronto, virou um show morno, aquém do que eu esperava. mesmo assim, ver radiohead ao vivo, a 5 metros de você (mentira, uns 200 metros, no mínimo) é impressionante. eles podiam cantar happy birthday que ainda assim seria o radiohead. o show é muito profissional, o thom yorke manda muito, muito bem, a cenografia (não fossem as falhas intermináveis dos telões) estava perfeita e o som (que às vezes oscilava) também estava ok, dava pra ouvir tudo direitinho.
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los hermanos abriram pontualmente às 18h30 e fizeram uma apresentação digna de big band brasileira, confirmando o que pensava sobre eles. ao vivo eles são bem menos depressivos, mas não menos expressivos. amarante tem carisma e camelo canta como quem gosta de cantar, contrariando minha impressão de serem músicos chatos. faltou ana júlia...
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kraftwerk foi a minha surpresa. gosto do som, mas ao vivo eles são divertidos (mesmo ficando parados feitos robots) e transformaram a chácara do joquei numa grande balada, mas com aquele eletrônico gostoso de ouvir, ainda mais sabendo que são uns velhões e influenciaram meio mundo (inclusive o radiohead) com suas composições esquisitonas. se voltarem ao brasil, vou com certeza.
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resumindo, participar do just a fest foi uma experiência marcante. também não vou esquecer a hora da saída, em que parecíamos um bando de bois e vacas (e veados) apertados. não entendo ainda porque não abrirar as saídas de emergência. achei péssima a organização, alimentos caros e ruins, coca-cola quente. seguranças toscos e mal preparados. lama (grazadeus não choveu, senão...). estacionamento fail total. nem sei quanto tempo demorou pois capotei no banco de trás do carro do casal santinon, a quem agradeço a carona de volta pra casa e por compartilhar comigo este dia tão miguxo, num show miguxo, com fãs miguxos de bandas miguxas!
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animadíssimos ao som de kraftwerk
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analisando o palco
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4 comentários:

.leticia santinon disse...

Los Hermanos é a banda mais miguxa. To rindo da nossa foto que você colocou aqui.

Rodrigo Artur disse...

A melhor banda não era The Strokes?

Ana Guimarães disse...

Queria tanto!

[denise abramo] disse...

bacaníssimo.
[inveja]
rs*