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segunda-feira, 23 de março de 2009

controle (nada) remoto

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sesc ipiranga, 21 de março de 2009 - reparem no moço de vermelho, que aparece sentado e em pé, ao mesmo tempo. mistério.
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sábado à noite, antes de seguir para um casamento em são josé dos campos, passei no sesc ipiranga pra dar os parabéns ao marcelino freire (pelo aniversário) e para ver mais uma apresentação dos cantos negreiros, projeto dele com fabiana cozza. e lá tive a oportunidade de ouvir um conto inédito dele. 
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"controle (nada) remoto ou esta é uma obra de ficção - qualquer semelhança com fatos e pessoas terá sido mera coincidência"
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Mano doido, aquela Luciana não me engana. Já abusou, lembra? De uma criança. O filho beiçudo que ela fez com o Mick Jagger. Doido, põe na balança. Pesa aí, pô! O Faustão, mano, tem a conta bancária gordona. É pago para matar o senhor, o doutor na sala de estar. Saca? A arma do cara? A família, no domingo, nem para para pensar. No mal, mano. Brother maluco, e a Hebe? O monte de mãe que ela enterrou naquele sofá. Sem contar que ela ainda ri. Mano, debocha da nossa cara. Do povo. 80 anos de crime. No maior requinte. A velha tem. E quem tá aí com isso? Ninguém. Fazendo gracinha da nossa desgraça. Que palhaçada é essa? E a Ana Maria Braga? Cara, eu juro que cozinhava a língua dela. Na chapa. Ensinando prato para quem comer? Mano, eu aproveitava para fazer uma saladinha da Mulher-Melancia, da Mulher-Abacate. Da Ivete Sangalo, ah, eu fazia. Mano, e o Caldeirão daquele outro? Marido da Angélica? Mano doido, há casal mais criminoso? Pior que isso só a novela das oito. Que tanta novela é essa, no ar? Vale a pena ver de novo. Para filmar, planejar o ataque. Eu queimava o Projac, mano. Todo, todo. A casa do Big Brother, doido. Eu colocava o Bial no paredão. E pá, pá, pá. Qual outro, hein? Fala, maluco. Quem assim tem mais para eu mandar pastar? Ah! O Datena. Pena de morte para o Datena. Sou a favor. Já pensou? Ele dividindo a cela com o nosso pessoal? Animal! O Galvão Bueno, doido, também não seria nada mau. E aquele retardado do Marcelo, mano? Ele ia pagar tudo o que ele fez com a minha mãe. Padre escroto. A Xuxa também. Sabe? Eu, nesse trabalho duro. No maior perigo. E a minha mãe me pedindo, doze vezes por ano: CD, boneco, livro, DVD. Pode? É de lascar. De foder. Ver todo domingo o Gugu. O que fazer? Fala, mano. Como apagar o sorrisinho do Silvio Santos? Calar o Miguel Falabella? Eu já disse para você. Cansei de dizer, mano doido. Não vou mais repetir. Não quero ver você aqui, na favela, com essa merda na mão. Entendeu por quê? Entendeu a minha razão? Não vou falar outra vez. Tá? Vou te arranjar o pó. A melhor droga que há, mano doido. Toma aí, ó, malucão! Só não vem me pagar com esse aparelho de televisão.
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marcelino freire
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5 comentários:

Juliana Cruz disse...

controle remoto me lembra estamira.

.leticia santinon disse...

Eu ODEIO Estamira, esse documentário é um lixo.

.leticia santinon disse...

Então, sempre perco o foco. Não gostei do conto, gosto do estilo Marcelino, mas o assunto é maisdomesmo.

mariana disse...

Nossa, mto bommmmmmmm

Adorei a acidez!!Tanto do Marcelino como do Lucas...rsrs

Lubi disse...

então,
aquelas coisas que disse pelo msn.

o exagero me cansou.
crítica de sempre.

enfim.

beijo.