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terça-feira, 26 de março de 2013

ana c (de novo)


assistir a um filme sobre ana cristina cesar, mesmo que não seja tão bom como o que acabo de ver, é como ler um de seus livros. não muda sua vida, mas deixa marca, como um machucado. dói na hora. dói na alma. e você esquece. aí depois você lembra porque vê a cicatriz que ficou, como o verso daquela música que você nunca ouviu. e você não quer fazer mais nada, nem ler, nem escrever. e você escreve. e lê. e quer dormir pra acordar bem, dormir pra não acordar bem, dormir pra não acordar nunca mais. viver tudo antes que o mundo acabe. acabar com o mundo em que você vive. então você pega um de seus livros, que são bons porque não são como filmes que não são tão bons. e você vive e morre e vive entre as palavras desta mulher verdadeira e mentirosa, essa rata sem rótulo, essa poeta maravilhosa, essa poeta morta, essa poeta que é, foi, ana cristina cesar.


Um comentário:

V_ Leal disse...

essa ñ morre nunca, é uma inédita que se dispersa, que encanta ao fazer o leitor entregar algo seu.