rosto de mae west, salvador dali
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ok, 4 da madrugada e não consigo dormir. por duas vezes tentei publicar um texto aqui e deu pau. como estou numa fase meio assim sei lá, creio que isso foi um sinal para não postar, certo? sendo assim, deixo pra lá o que ia dizer e publico um poema de um livro chamado 'guardar', do antonio cícero. ganhei o livro hoje e já o devorei. pretendo reler assim que acordar, mas antes preciso publicar pra não desperdiçar o momento.
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onze e meia
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quando a noite vem
um verão assim
abrem-se as cortinas varandas
janelas prazeres jardins
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onze e meia alguém
onze e meia alguém
concentrado em mim
no espelho castanho dos olhos
vê finalidades sem fim
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não lhe mostro todos os bichos que tenho de uma vez
armo o circo com não mais que uns cinco ou seis
leão camelo garoto acrobata
e não há luar
e os deuses gostam de se disfarçar
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forte, não? intenso demais este poema. pqp. tão intenso que acho que foi ele que tirou meu sono.
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2 comentários:
acho o antonio cícero foda.
que bom que está de volta!
=)
beijos.
E agora, você está dormindo enquanto eu trabalho?
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