terça-feira, 24 de julho de 2007
as leis de família
segunda-feira, 23 de julho de 2007
sobre eventos inúteis
sexta-feira, 20 de julho de 2007
[27] - medea, la extranjera - 19 de julho
quinta-feira, 19 de julho de 2007
zuenir ventura no barco
terça-feira, 17 de julho de 2007
questão de percepção, por talita guedes
domingo, 15 de julho de 2007
deixei a religião de lado
sexta-feira, 13 de julho de 2007
muito mais que simples imagens
quinta-feira, 12 de julho de 2007
arte alternativa?
quarta-feira, 11 de julho de 2007
festival de cinema latino-americano
.segundo festival de cinema latino-americano de são paulo
terça-feira, 10 de julho de 2007
fim de semana em curitiba
.
.
sexta-feira, 6 de julho de 2007
a imensurabilidade do vão
de mim.
imensurável o vão,
desconhecida a medida,
o que me resta agora é
fechar os olhos e,
leve,
repousar à espera de quem
(quem?)
destruirá a barreira oca do incômodo,
discorrerá sobre a filosofia medíocre do abandono,
percorrerá as linhas finas da memória opaca e,
sem mais,
nem menos,
ocupará o espaço vago que está ali,
à espreita,
entre mim e o vão,
entre o vão e o outro,
entre mim e o vão e o outro,
pronto para,
pesado,
abrir meus olhos e,
o que me resta agora é
conhecer a medida exata do vão imensurável,
e nada mais.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
“De perto ninguém cheira tão bem”
[segue texto da jornalista fabiane espírito santo, escrito especialmente para este blogue. ela também é apaixonada por teatro e escreveu um livro sobre o jornal 'o sarrafo', periódico dedicado a debater questões do real papel do teatro e tal...]
"De perto ninguém cheira tão bem"
por fabiane espírito santo
Certa vez ouvi essa frase em uma peça de teatro (que já não me lembro qual foi) e com ela na cabeça, passei a ruminar seus possíveis significados e desdobramentos. Lembrei-me das experiências vividas, as quais senti o quanto a realidade é implacável. Sem ilusões, tudo é apenas o que é. Uma delas foi o êxtase e a decepção da descoberta de um universo mágico, capaz de por em xeque todos os moralismos, demagogias. Lacuna onde tudo pode conjugar em seus palcos. Tudo cabe, com inteligência e criatividade para arriscar: O teatro.
Grandes cabeças espiram seus ideais de liberdade de expressão, igualdade e democratização da cultura, fim do elitismo. Discurso bonito! Como mero público, de tanto preencher um pequeno espaço nas platéias e de tanto insistir para me aproximar da arte que me encanta, passei a dialogar mais de perto com esse universo, foi aí que senti um arrepio. Frases como: "Não devemos abrir debates após as apresentações, pois o público não tem nada a ver, a grande maioria não entende o que se passa no palco...Os nossos públicos são os amigos pertencente à própria classe teatral...", revelam o quanto o público é deixado à margem.
Contradição?
Não é que percebi a demagogia plantada no discurso dos mestres! Por vezes tive a sensação de adentrar em um meio restrito, apenas para os escolhidos. Precisam do público, mas o querem longe? Será que é isso mesmo? Em outro episódio, não consegui ver única apresentação de O Nome do Sujeito, vi apenas a classe teatral, pouco a pouco, ao longo de duas horas, entrando com seus convites. Eu e outras tantas ficamos de fora, éramos apenas pessoas, público pagante.
Elitismo?? Sim, há muito no meio teatral.
Exceções? Sim, há.
Salve aqueles que têm coragem de quebrar o protocolo para abrir a roda, colocando as mesinhas na calçada de seu teatrinho e assim construir uma ponte entre classe e mero público.
Observem, selecionem, tirem as próprias conclusões.
.
terça-feira, 3 de julho de 2007
à minha amiga ivani
segunda-feira, 2 de julho de 2007
satyros, vestido de noiva
quando soube que os satyros apresentariam, junto com a norma bengell, uma leitura de vestido de noiva, de nelson rodrigues, fiquei curioso e pensei cá comigo: nelson e satyros tem tudo a ver. eles deviam era fazer uma peça de nelson, não só uma leitura... na verdade eram só algumas cenas e a apresentação faz parte de um projeto bacana do itaú cultural, algo como um complemento à enciclopédia de teatro deles. então fui, sábado, no intervalo da flap, (que acontecia ali ao lado, na casa das rosas) ver a tal leitura no itaú. quando cheguei não vi aquelas cadeiras, uma ao lado da outra, como de costume em leituras. o cenário estava montado, a iluminação, música... tudo pronto para o espetáculo. sim, foi um espetáculo. a única diferença é que estavam com o texto à mão (e penso que talvez nem precisassem). enfim, foi um momento especial, emocionante. norma, alberto guzik, ivam. ivam falando das primas... ivam dançando com cleo de páris, ivam mostrando que é um dos melhores atores deste país. tudo muito bonito. e saí de lá me sentindo enganado, pois o que vi foi muito mais que uma leitura.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
invisível dj, ira!

quinta-feira, 28 de junho de 2007
björk no brasil
björk no brasil
viu só? apesar dela ter feito tudo isso, fui parcial e a defendi.
e se ouvir björk é bom, vê-la é melhor ainda. seus clipes são muito mais que músicas em versão video. são mais que videos musicados. são verdadeiros curta-metragens. coisa fina.
recentemente, a revista isto é elegeu os cinco melhores clipes da cantora. não lembro agora quais eram mas, pra mim, todos os clipes são os melhores. todos. desde os antigões como human behavior, venus as a boy e play dead de 1993, que vejo dezenas de vezes seguidas até estes mais recentes como all is full of love e earth intruders.
it's oh so quiet é o mais famoso e foi o primeiro que vi, em 1995, quando conheci e comecei a gostar da moça. o que são aqueles gritos, aquela dança estilo broadway, aquelas piruetas, aquele vestido laranja, aqueles guardas-chuvas abrindo em seqüência?
para resumir a história, não finalizei o texto, mas quando conseguir, posto aqui. por enquanto, informo apenas que dizer que björk é excêntrica é redundante. ela criou um estilo próprio e ninguém, até hoje, conseguiu superá-la, ou seja, neste estilo, ela se supera, supera as outras cantoras que existem e as que virão a existir.
.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
novo conto do marcelino freire
Marcelino Freire
Amor é a mordida de um cachorro pitbull que levou a coxa da Laurinha e a bochecha do Felipe. Amor que não larga, na raça. Amor que pesa uma tonelada. Amor que deixa, como todo grande amor, a sua marca.
Amor é o tiro que deram no peito do filho da dona Madalena. E o peito do menino ficou parecendo uma flor. Até a polícia chegar e levar tudo embora. Demorou. Amor que mata. Amor que não tem pena.
terça-feira, 26 de junho de 2007
o comentário e a catarse
meditemos."
segunda-feira, 25 de junho de 2007
darwin no masp
"minhas dúvidas e questionamentos sobre a existência de um ‘designer’ criador do homem e da natureza não significam que eu não acredite que há alguém por trás de tudo isso"
sexta-feira, 22 de junho de 2007
estes dias
amanhã: tem lançamento do cd do marcelino freire. sim, o arretado autor de contos negreiros resolveu gravar um cd homônimo ao livro, em que narra todos os contos. há também participação da cantora fabiana cozza e do percussionista douglas alonso, que foi meu professor de batuque. coincidências (?)
hoje: preciso ficar só e sozinho. talvez assim, consiga ouvir o que tenho a dizer a mim mesmo. nem me lembro quando foi a última vez que fiz isso.
terça-feira, 19 de junho de 2007
tatiana belinky
Aficionada por línguas e história desde que aprendeu a ler, com seus tenros 4 anos e meio, encontrou nas artes e na literatura sua grande paixão. Leu Jeca Tatu no verso de um folheto do Laboratório Fontoura e pronto! Encantou-se de cara. Prontamente, tratou de ler toda a obra de Monteiro Lobato. Queria ser bruxa, mas foi só conhecer Emília para mudar de idéia.
domingo, 17 de junho de 2007
flap, flip, flap!

flap! 2006
.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
romero britto



the hug - ainda vou ter
.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
cão sem dono, beto brant
quarta-feira, 13 de junho de 2007
ainda, a ocupação na usp
creio que não, mas veja que interessante este folheto que recebi logo na entrada da reitoria.
já que a polícia não vem... acho que eles não vão mais precisar...
terça-feira, 12 de junho de 2007
segunda-feira, 11 de junho de 2007
não tem mais jeito
é só isso
não tem mais jeito
acabou, boa sorte
não tenho o que dizer
são só palavras
e o que eu sinto
não mudará
tudo o que quer me dar
é demais
é pesado
não há paz
tudo o que quer de mim
irreais
expectativas
desleais
there is no way
it over, good luck
it’s only words
and what l feel won’t change
it too much
it’s heavy
there is no peace
is’nt real
expectations
é demais
é pesado
não há paz
tudo o que quer de mim
irreais
expectativas
desleais
quero que se cure
dessa pessoa
que o aconselha
veja por esse ponto
há tantas pessoas especiais
i want you to get cured
from this person
who poisoned you
see through this point of view
there are so many special people in the world
so many special people in the world, in the world
um bom encontro é de dois
sábado, 9 de junho de 2007
não por acaso: trânsito, sinuca e omelete
não por acaso, de philippe barcinski, é um dos filmes mais inteligentes que vi. primeiro porque foge do senso comum cinematográfico brasileiro que, se não fala da miséria/sertão do nordeste, fala da miséria/favela no rio de janeiro ou então da miséria/violência de são paulo. depois, porque são poucos os filmes em que pude aprender coisas essenciais como, por exemplo, fazer omelete, jogar sinuca, a diferença do café produzido na bahia e no espírito santo e quantos segundos um semáforo leva para fechar e abrir.
o drama acontece em são paulo e traz leonardo medeiros como um engenheiro de trânsito, apaixonado pela ex-amante, mônica e pai de uma garota de dezesseis anos que não o conhece. rodrigo santoro fabrica mesas de sinuca, joga sinuca e mora na fábrica de sinuca com teresa, que morre atropelada pelo carro em que está mônica, que também morre no acidente.
e é assim que se desenrola o filme, com emoção, silêncios, diálogos concisos, bela trilha sonora, sem exageros e com atuações marcantes. destaco o trabalho de leonardo medeiros, já conhecido por seu trabalho no cinema em lavourarcaica e cabra-cega, e no teatro, em avenida dropsie, quando fazia parte da sutil companhia de teatro, numa montagem que até chuva tinha, em pleno palco do teatro popular do sesi. inesquecível.
em não por acaso, conseguimos perceber que a vida não é como um jogo de sinuca, nem como o trânsito, em que é possível prever, controlar e mudar o que pode acontecer se darmos um passo a frente. ou recuarmos.






