existem dois tipos de pessoas: as que são e as que querem ser, os quais chamaremos de wannabe - lê-se uanabí, do inglês want to be. tem o wannabe gótico (que vira fã do marylin manson só pra parecer mau, mas no fundo é apenas um deprimido mal-resolvido), wannabe cool (que aceita tudo numa boa para ser aceito), wannabe hype, wannabe indie, wannabe in, wannabe cult (aquele que decora nomes de autores e diretores e comenta, sem ter lido ou assistido nada) e por aí vai. wannabes são pessoas legais até certo ponto: quando ela passa a querer ser você e se torna wannabe YOU.
calma, não estou falando de pessoas que acham a outra legal ou que se espelham em alguém por algum motivo especial. os wannabe, pasmem, vão te sugar até o âmago, vão comprar o mesmo celular que o seu, vão freqüentar sua casa sem convite, vão copiar o modelo do seu blog, vão comprar aquela blusa daquela loja naquela rua com aquele vendedor que te vendeu, vão querer a pessoa que está com você...
só falo isso por dois motivos: primeiro porque tive uma experiência de alguém que, claramente, wannabe me. e depois, porque vez ou outra eu me sinto um wannabe alguma coisa ou wannabe alguém. aí penso: não somos todos nós um processo de construção dialético formado pela troca de experiências com o outro? sendo assim, todo mundo é um pouco wannabe...
"i wanna really really really wanna zig zig aaaah"
oremos.
.
.
.





