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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

paper clips and crayons in my bed

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o mundo da fofoca indie não fala de outra coisa: o 'suposto' namoro entre a garota-folker-fenômeno-16´years´old mallu magalhães e a noiva-terrorista marcelo camelo, ex-losermanos. especulam: "isso é pedofilia!", "será que ela é virgem?", "será que ela traiu o flanders, do vanguart?", "que coisa mais feia!".
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bom, como este não é um blog de fofoca - uhuhu - não vou falar o que eu sei. mesmo porque, eu não sei. e se eu soubesse que eles estão namorando eu apoiaria. como se eles precisassem do meu apoio, né?
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e o que isso muda na sua vida?
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então, vamos falar de música. não, não vou falar porque estou na correria do feriado, mas fique com o myspace do casal, ops, da mallu e do camelo, porque a música é  o que importa. pra quem não tem, procure as músicas, dá pra baixar. ah, ouçam janta, cantada pelos dois.
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alías, amanhã tem o show da consciência negra em são paulo e em 17 cidades do interior. até mauá (quem diria?) MAUÁ entrou na programação. veja aqui.
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e amanhã começa a balada literária. é a terceira edição e a terceira que vou porque é um evento imperdível, logo, não perderei.
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recados dados, fui.
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

ninguém entende nada mesmo

meu amigo é que tava certo: todas as relações são interessadas, nada é de graça. sempre alguém quer usar o outro. sempre. e isso nem é assim tão errado. e pode ser inconsciente, inclusive. mas aí eu perguntei pra ele por que diabos então você é meu amigo? o que você quer de mim? ele disse apenas que não andava com gente idiota e que quando se aproximava de alguém era porque queria sempre absorver algo desse alguém, nem que fosse o prazer da companhia. uia. me senti bem e mal com isso. tudo bem que a idéia de que tem sempre alguém querendo tirar proveito do outro não é nova, mas poxa, meus amigos não. meus amigos não querem nada de mim que não seja a amizade. inocente eu, né.

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da clarah averbuck só gosto dos livros. o blogue acho de uma pedância tremenda, mas que que eu tenho a ver com isso? o blogue é dela, a vida é dela, o mundinho é dela. mas eu sempre passo por lá porque eu gosto de quem se impõe e de quem se abre, nem que seja de mentira, como às vezes acho que é. mas que tem eu a ver com isso? só que ela sempre escreve uma coisa que concordo: "ninguém entende nada de nada". ninguém entende mesmo e nunca vai entender porque parece que o povo nasceu pra ser idiota mesmo.

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o gerald thomas é fantástico. só o fato de acharem que o cara é louco já é um ponto positivo. mas olha só que escreveu ontem:

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"O uso descarado de uma máscara (antigamente somente presente nos meios teatrais, agora difundida em todas as latitudes), e que faz gelar o mais gélido dos nórdicos, mesmo que em climas tropicais. (...) Seja nas coxias de um teatro no final do espetáculo de uma amiga ou num encontro com um correspondente de jornal ou num ‘encontro” casual na casa de alguém, parece que tudo se transformou numa aberração. Ninguém parece querer mesmo ouvir. Ou não tem raça ou peito para isso, ou não tem mais interesse. Os egos estão tão, tão, tão inflados que enquanto um fala o outro está preparando o seu discurso ao invés de estar prestando atenção a uma coisa que usávamos chamar de diálogo!

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e twitter, lastfm, blipfm, facebook, orkut, hi5, secondlife, habboo, spore, jaiku, fffffound

currículo lattes, cartão de ponto. affe.
crise financeira, eloá, isabela, madalaine.
que que eu tenho a ver com isso?
que merda de mundo é esse?
não, não é tédio, não é desânimo, nem estresse, não é nada.

é só saco cheio de tudo e de
(quase)
todos.
beijos.

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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

a revolucionária mallu magalhães (?)

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a revolucionária, fofa, fenômeno, prodígio, bla bla bla...
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é assim que a garota é apresentada na revista bravo deste mês. pra quem não conhece, mallu magalhães é uma cantora folk. não vou falar que ela tem 15 anos, porque em todas, TODAS as matérias que saem na imprensa, os benditos repórteres, blogueiros, etc dizem isso, como se fosse algo que nunca tivesse acontecido. isso quando não dizem 'fenômeno'. mas eu até entendo. aqui no brasil temos poucos exemplos de teenagers que fizeram sucesso. temos as patotinhas, paquitas, a sandyjunior, wanessa camargo...
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um dos diferenciais de mallu está na ousadia em compôr, gravar e produzir suas próprias músicas. isso com 13, 14 anos. outra coisa: numa época em que os ídolos dos adolescentes são bandas que fazem trilha sonora de malhação, mallu venera johnny cash, beatles, bob dylan... e isso faz toda a diferença. além disso, a garota é de família rica. ok, não justifica, mas explica muita coisa. ela é de uma geração que nasceu quando a internet já começava a se tornar popular, em que as crianças já na pré-escola aprendem inglês, ou seja, crianças que já nascem 'globalizadas'.
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o fato de ser de família rica ajudou (ou vai me dizer que uma criança de 9 anos da periferia sabe falar inglês, tocar violão...) e qual criança de periferia ganha R$1.500 dos pais como presente de 15 anos e vai pro estúdio gravar suas músicas? e pra ser um pouco sarcástico, que garota da periferia é amiga do neto do boni?
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acontece que tudo isso não desmerece o talento da mallu. as letras são simples, mas sempre tem algo a dizer que não aqueles velhos refrões de 'eu amo você e quero você só pra mim'. toca bem, tem uma voz agradável, é simpática, tem senso de humor. e que outra cantora consegue ter um público tão diversificado, de indies rockers a popzinhos, emos e até gente mais adulta?
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e a mocinha, que ficou famosa ao disponibilizar suas músicas na internet, acaba de gravar um dvd e prepara o lançamento do primeiro cd para o dia 7 de novembro, um dia antes do seu primeiro grande show, no festival planeta terra. não concordo com a definição de 'revolucionária', mas estarei lá pra comprovar como a garotinha se porta. e espero que a fama não estrague sua carreira, só isso.
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detalhe: ela tem que cantar e sair correndo do show porque a censura é 18 anos...
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terça-feira, 7 de outubro de 2008

mixwit, nostalgia e fitas K7

ultimamente tenho usado muito minha last fm e a blip fm pra ouvir e compartilhar música e, aproveitando a vibe musical deste blogue, vou falar um pouco sobre o mixwit.

you know, eu gosto de tudo quanto é novidade de internet. e criatividade não falta pros nerdizinhos que ficam inventando moda por aí. não que o mixwit seja novo, mas é um dos 'players' mais legais que conheço, principalmente pra quem gosta de compartilhar música em blogues. isso sem contar esse estilo retrô 1980 das fitas cassetes...

[pausa para o momento nostalgia do tempo em que eu gravava músicas do rádio ou então do gravador velho que minha mãe tinha... ela gravava tudo que eu e meus irmãos falávamos, era muito, mas muito engraçado. tenho até hoje estas fitas. e olha que foram gravadas há mais de 20 anos. mãe, te amo]

pra usar o serviço é só cadastrar um e-mail, escolher as músicas e montar sua playlist. dá pra escolher o tipo de fita, cor, modelo, tudo. uma coisa bacana é que dá pra dar de presente uma seleção musical pra alguém. bom, é mais ou menos isso, se quiser saber mais, fuce no site, ok?

essa aí eu fiz pro festival planeta terra, com músicas dos artistas que se apresentam lá. dá o play, macaco! (talvez demore um pouco pra aparecer).

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MixwitMixwit make a mixtapeMixwit mixtapes

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